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quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Formatura e médicos (não necessariamente nesta ordem)

Vim aqui para mostrar umas fotos da formatura de jardim do meu rebento. Vim também pra falar sobre os médicos. Tem uns meses que ando pesquisando sobre síndrome de Asperger, porque Mateus tem umas características bem parecidas. Interesse restrito, inteligência preservada ou superior à média, respostas socialmente inapropriadas, entre outras. Aí, marquei consulta com a psicóloga, pediatra e neurologista.

Já tinha falado com a psicóloga, que não deu muita bola. Na consulta dos pais, ela falou que acha cedo pra falar sobre autismo e Asperger, por causa da história neonatal dele. Disse que ele já mudou muito (verdade) e que aposta em muito mais mudança no comportamento dele. Fui à pediatra, que se interessou bastante pelo assunto. Disse que ele apresenta sim um comportamento autista, que pode ser Síndrome de Asperger ou só um autismo decorrente da prematuridade dele. Me orientou a levá-lo ao neurologista e disse que pediria à psicóloga para fazer uma nova avaliação.

Então fomos ao neuro. Ele já começou com uma atitude de ponha-se no seu lugar, você é mãe, leiga, eu sou o médico. Não disse estas palavras, mas agiu assim. Me interrompia, enfim, aff! Disse que pode sim ser Asperger (de novo) e pode ser uma sequela da prematuridade. Eu disse que preciso saber, pra saber como lidar, pra falar pra escola, pra explicar às pessoas que lidam com ele... ele disse que não importa, que em um caso ou outro, o tratamento é o mesmo e está correto.

Aí ele vem com a seguinte pergunta: Vocês já fizeram dieta sem glútem com ele? Eu respondi que não. Então ele me fala que alguns autistas melhoram o comportamento quando param de comer glúten. Alan falou: sim, menos em festinhas, e... dai o ilustre doutor vem e diz: ora, leva bolo pra ele, hoje em dia tem farinha sem glúten, macarrão, biscoito, não é tão difícil de achar, no Mundo Verde tem muita coisa... nesta hora eu comecei a bloquear parte do que ele estava falando. Mas ainda ouvi quando ele disse: Glúten e lactose. E lactose tudo, tá? manteiga, queijo, iogurte... comecei a não ouvir mais o que ele dizia. Olhava pra ele, com um leve sorrisinho, o meu clássico "uhum..." até sair do consultório, fazer o eletro que já é de praxe e finalmente ir embora. Enquanto esperávamos o eletro, o Alan estava bem interessado em fazer a tal dieta. E eu, decididamente disse: Não vamos fazer dieta nenhuma. Não vou fazer Mateus passar por este estresse sem nem ter certeza de que vai dar certo. E o comportamento dele vai "melhorar" pra quê?

Se Mateus tivesse um sério problema de saúde, uma alergia, eu não pensaria duas vezes em fazer a dieta. Mas não vou fazer Mateus deixar de comer as coisinhas que ele gosta para tentar fazer com que ele mude seu jeitinho, que eu tanto amo. Foi uma das raras decisões que eu tomo tendo certeza de que estou fazendo a coisa certa. Saí do consultório com o doutor dizendo que o eletro estava ótimo, e que eu deveria voltar depois de 3 meses pra ver o resultado da dieta. Aham, tá. E, no fim, Mateus continua sem um laudo (eu como educadora sinto esta necessidade, não é vontade de rotular meu filho, é só pra ter e dar clareza do tratamento com ele) e não devo voltar ao neuro tão cedo. A psicóloga vai voltar a fazer a avaliação e depois voltaremos à pediatra. Mateus faz 7 anos este ano e até agora... algumas reticências e uma certeza: amo muito meu filho, do jeitinho que ele é e vou fazer tudo - como sempre fiz -  pra que ele viva da forma mais feliz possível. TE AMO, BEBÊ!!!

As fotos:



Este é o Cláudio Matheus, grande amiguinho da escola...

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Evolução



Bem, Mateus está se recuperando lentamente. Na verdade, não tem mais tosse, mas o cansaço persiste. Vou ficar de olho nele hoje, já era pra estar melhor, eu acho. Se não melhorar hoje, amanhã vou de novo ao médico. E o apetite? zero. Só toma mamadeira, mais nada. Ontem fiz uma sopinha pra ele almoçar, e ele só aceitou o caldinho. Qualquer duas, três colheradas de comida que aceita é uma vitória. Fiquei com uma peninha ontem, porque eu insisti em dar um potinho de chambinho e ele aceitou, mas na terceira colherada começou a fazer vômito. Tadinho do meu filhote, sempre come tão bem... Mas vamos lá, sei que faz parte, e que vai passar.

Ontem comentei com o Alan que nós amadurecemos tanto com tudo o que aconteceu com o Mateus, que se fossem outros pais se desesperariam com o diagnóstico de pneumonia. Hoje, sabemos que pneumonia não é qualquer bobagem, mas também não é nenhum fim de mundo. É uma doença chata, que merece cuidados. Ficamos equilibrados, sensatos, com os pés no chão, firmes pra cuidar do nosso filhote. Mas lááááá no fundo, que dá uma tristeza ver filho doente, isso dá.

Mudando um pouco de assunto, estou enjoada desse template. Vou fazer algumas mudanças, trocar de template algumas vezes, mas vou fazer backup desse aqui por segurança rsrs Dizem que o que a gente aprende não esquece mais, mas acreditam que eu desaprendi a mexer em blog??? Ou talvez seja falta de paciência mesmo...

Beijos e fiquem com Deus!!!

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Verão

Caraca, mané, tá muito calor. Estou tentando fazer racionamento de energia aqui em casa (tá feio o negócio, hehe), mas ligando o ar todas as tardes e noites, fica difícil, né... bem, fomos à praia duas vezes, tomamos banho de piscina, mas essa semana estamos um pouco preguiçosos e temos ficado em casa direto. Mateus brinca o dia todo, quando não está vendo dvd, estamos dormindo pra caramba. Tudo bem, essa então vai ser a semana do sono. Semana que vem iremos nos movimentar mais, prometo.

Segunda-feira fomos à pediatra neonatologista (tá certo, o "natal" do Mateus não é mais tão "neo" assim, mas ele ainda tem consulta com ela) e ao neuropediatra. Ambos disseram que ele precisa retornar à fisioterapia, pois precisa melhorar seu caminhar, correr e pular. Além disso, vamos entrar com a natação em breve. Fora isso, estamos indo muito bem. Já não usa mais fralda de dia nem de noite (exceto em casos de emergência*), e precisamos acordar apenas uma vez durante a noite para colocá-lo no banheiro. E viva a liberdade, abaixo a escravidão das fraldas!
Seguem algumas fotinhas recentes, ok?

Brincando na praia, com papai e amiguinha Barbara

Curtindo um dos presentes de Natal: a casinha dos Backyardigans

Cansou de pedir para montarmos a casinha e decidiu tentar montar sozinho.

*Situações de emergência: 1- Dentro do carro, indo pra Nova Iguaçu, presos num engarrafamento. Mateus começa a peidar desesperada e fedorentamente e gritar que quer fazer cocô. Saída: colocar a fralda nele e sofrer as consequências. 2- Em plena Praia Vermelha. O garoto cisma que quer fazer cocô, e não temos nenhum banheiro à vista. Um casal de amigos, com um filho pequeno, oferece uma fralda pro moleque se aliviar. Fora isso,nenhuma outra situação que eu me lembre...

domingo, 26 de agosto de 2007

Enfim, a grande alegria de ser mãe plenamente




Pegamos o carro e fomos primeiro à casa da tia Rita, só o meu tioJoanir estava em casa, se emocionou muito ao nos ver com nosso filho nosbraços. Ligou para a Jamaica (sua filha, minha prima) e nem conseguiu dar anotícia, estava chorando. Eu, então, falei com ela ao telefone, ela pediu queesperássemos, mas dissemos que precisávamos vir para casa.

Viemos embora, felizes pelo caminho, o Alan dirigindo lentamente pelaLinha Amarela, que sonho lindo! Eu, muito preocupada, verificava a todoinstante a respiração do bebê. Ele parecia sentir calor, acho que eu exagereina roupinha da alta. Chegando ao bairro, passamos pela confecção onde minha mãetrabalha e paramos. Do portão, mandamos chamá-la. Ela apareceu e me viu comaquele “embrulho” nos braços, não se conteve. Começou a gritar pra todas ascolegas de trabalho. “o meu neto! Sabem quem está aqui? O meu neto!!!” entramose ela pegou o neto no colo, todos estavam comemorando.

Enfim chegamos em casa. O Alanligou para o meu pai e disse que a visita havia mudado de lugar, que agoraseria na rua Pedro Jório, 286 (nosso endereço). Fez o mesmo com a Jussara,minha tia, que já até havia saído de casa para visitá-lo na UTI. Mandei umamensagem para a Carla, minha irmã caçula, e pedi que ela passasse aqui em casa. Ela ligoupreocupada, perguntando se algo havia acontecido. Eu disse que só queria queela fizesse um favor para mim. Ao chegar e ver o Mateus no carrinho, começou achorar. A Daniela também veio aqui por acaso e também foi surpreendida. Enfim,fizemos uma grande surpresa a todos, o dia mais feliz das nossas vidas, juntocom o nascimento dele.

Foi um dia muito especial, tudo para nós era novo, tudo era umadescoberta. A nossa descoberta verdadeiramente como pais. Sim, finalmenteéramos pai e mãe do Mateus, os cuidados dele estavam totalmente em nossas mãos,com a ajuda de Deus. Minha mãe resolveu que dormiria aqui nos primeiros dias. Aamamentação era bem trabalhosa, pois eu não tinha leite suficiente e precisavacomplementar com Nan. Como não queria que ele largasse o peito, dava ocomplemento num copinho, mas era muito difícil, entornava muito. Fiquei assimtentando por uns dois dias, depois me rendi à mamadeira. Mesmo assim elecontinuou mamando no peito, garoto esperto, sabia muito bem o que é bom praele.

Na primeira noite, simplesmente não dormimos. O pusemos no carrinho, aolado da cama, e qualquer gemido ou ruído que ele fazia, lá estávamos nós com acara em cima dele, para checar se estava tudo bem, quando ele chorava paramamar, todos acordavam, inclusive minha mãe, que levantava e vinha ao nossoquarto para ver. Amanheci passando mal de tanto cansaço.

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